Olá a todos!
Em uma das atividades realizadas no curso "Leitura e Escrita na Contemporaneidade" nosso grupo foi responsável por produzir uma crônica, as etapas a serem seguidas para a produção poderia transformá-la em uma trágica história, porém decidi colocar um toque de humor. Boa leitura a todos, espero que gostem...
"Um dia chuvoso de abril"
Era para ser um dia comum se não fosse um dia de abril. Acordei pela manhã em um domingo chuvoso e fazia muito frio, olhei o relógio que marcava 8:00h e realizei meu ritual matutino: fui ao banheiro, escovei os dentes, lavei o rosto, enxuguei-o e , antes mesmo de pentear os cabelos, ouvi a campanhia que tocava sem parar. A princípio fiquei surpresa ao ouvi-la, pois moro em uma cidadezinha no interior de Minas Gerais com poucos parentes e amigos e sempre que recebo visitas sou chamada pelo nome, portanto pouco ouço a campanhia tocar.
Caminhei até a porta e quando olhei pela janela percebi que não havia ninguém próximo da porta e, ao abri-la, levei um tremendo susto, vi um corpo caído na soleira da porta, era de um homem, porém o rosto estava virado de lado e não consegui reconhecê-lo. Olhei para os lados próximos a ele e ninguém estava perto, abaixei-me, toquei-o com os dedos e senti que o corpo estava gelado, parecia um cadáver. Assustada e com muito medo, corri, peguei o telefone e disquei o número da central da polícia e, antes de completar a ligação o homem se levantou de repente e disse:
- Surpresa! Primeiro de abril!
Nesse momento fiquei em estado de choque, um misto de emoções circularam dentro de mim: raiva, ódio, alegria e um enorme alívio pois alguns segundos depois reconheci aquele homem. Era um primo meu, muito brincalhão que não o via há muito tempo.
Enfim me dei conta que era para ser um dia comum, se não fosse primeiro de abril.
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