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segunda-feira, 30 de abril de 2012

  Sob diferentes olhares e perspectivas, uma sequência de fatos de um ritual diário, em que o personagem é surpreendido à sua porta por um cadáver, motivou as ''professoras de rapina'', produzirem suas crônicas.
  Foram produções independentes, e ficaram excelentes!
  Se quiserem saboreá-las, num momento desestressante, de ''relax'' indicamos!
Interagam conosco, façam comentários, deixem sugestões para nossas produções!
  Divirtam-se
 

Morrer fica caro ?????

       Maria Helena é uma conhecida cabeleireira em um bairro de classe média baixa, que sempre busca aperfeiçoar-se em sua profissão, e também oferecer excelente atendimento aos seus clientes, independentemente da classe social, cor, raça e credo a que pertençam.
         Segundo um ditado bastante popular, em que diz que notícias ruins correm mais que boas, devo concordar, mas também dizer que  há controvérsias, pois a mera cabeleireira, Maria Helena, ficou conhecidíssima,  tanto pelo seu profissionalismo, como também, pela sua pessoa simpática, solidária e caridosa que é .
        Como é de seu costuma, levanta cedo diariamente, para pegar no batente, e quando certa manhã encontrava-se em seu banheiro para fazer sua higiene pessoal, ouviu soar a campainha da porta.
         Saiu às pressas para atender, pensando ser alguma cliente que havia chegado antes do horário marcado, e ao abrir a porta, para sua surpresa, deparou-se com um homem caído na soleira.
         Muito espantada, correu o olhar à sua volta, e pôde constatar não haver ninguém mais por ali.
          Abaixou-se para oferecer auxílio àquele homem, e ao tocar seu rosto com os dedos, percebeu estar frio, feito um cadáver .
          Apavorada, e ao mesmo tempo indignada, correu ao telefone, e discou o número da central de polícia, que por sua sorte, foi o sargento quem a atendeu.
       _ Sargento, já ouviu dizer que até para morrer fica caro?!
         E o sargento pensando ser um trote daqueles costumeiros, resmungou:
       _ Vamos parar com essa brincadeira!
       _ Senhor sargento, não desligue, por favor! Há um defunto na soleira de minha casa, que fica na rua Dr. Amaral, n° 200, no bairro das Paineiras. Penso que os familiares não tinham condições financeiras para enterrá-lo, e resolveram deixá-lo aqui, para que tomasse as devidas providências.
       __ Ah sim! Por gentileza, repita o endereço da senhora, que estaremos indo até o local.
            Maria Helena passou novamente o seu endereço ao sargento, que tomou as medidas necessárias junto ao hospital local.
             Chegando ao endereço, os policiais depararam-se com um tumulto geral, pois havia uma pancada de gente à volta daquele homem, que logo em seguida, foi levado ao hospital.





 Professora Mariângela



Um comentário:

  1. Mariângela, adorei sua crônica, não tinha pensado no tema sob a ótica que vc apresentou.

    Adorei!

    Vanessa

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