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segunda-feira, 16 de abril de 2012


Criança devoradora de histórias

Acho que desde que me entendo como gente tenho contato com a leitura. Na minha casa sempre teve inúmeros livros e meus pais também me incentivavam muito a ler. Lia tudo que encontrava pela frente, clássicos da Disney, enciclopédias, “Manual do Escoteiro Mirim” (podem rir, eu adorava!), quadrinhos etc. A escola não incentivava tanto a leitura, não consigo me lembrar de grandes incentivos, mas tive uma professora na 3ª e 4ª séries, que exigia a leitura de livros e isso nunca foi problema para mim. Aos doze anos, fuçando na estante de livros de casa, achei um da Agatha Christie: “O caso dos dez negrinhos”, li e me apaixonei pelo clima de mistério que cercava os romances dela. Foi a partir daí que deixei as leituras infanto-juvenis de lado e passei para os romances mais densos. Minha primeira experiência com a leitura dos clássicos brasileiros veio com “O Cortiço”, me apaixonei pela Rita Baiana, pelas descrições e assim continuei, sempre tendo um livro como companheiro, me possibilitando a oportunidade de viajar sem sair do lugar, de construir imagens, sentir os cheios, as texturas, ouvir os sons das histórias ali narradas.
Hoje em dia não sou mais aquela leitora contumaz de antigamente, o cotidiano nos afasta um pouco da leitura pela fruição, mas ela continua me instigando sempre e hoje entendo e me sinto como a personagem criada por Clarice Lispector no conto “Felicidade Clandestina”: “Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.”

Profª Vanessa - Português/Inglês

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