Páginas

quinta-feira, 12 de abril de 2012


· 
"Motivada pelas lembranças, busquei em minha memória momentos de deslumbramento com a leitura e a escrita, em uma proposta de trabalho sugerida pelo curso de formação de leitura e escrita em contexto digital."



                                                 Encantar é preciso

    Passava horas e horas escrevendo em uma das paredes de um fogão de lenha, que ficava em um canto da cozinha de minha casa. Tinha por volta de seis anos e meio  de idade, e estava deslumbrada com a grande descoberta da leitura e escrita.
    A cada pessoa que chegava a minha casa, corria mostrar meu caderno de escola, e também ao fogão, para exibir o que eu já sabia escrever e ler. Quanta satisfação!
    Andando pela cidade de mãos dadas com meus pais, parava mediante todo e qualquer ponto comercial, a fim de ler , assim como também ,as propagandas existentes  pelos muros a fora da cidade. Aquele simples passeio representava para nós algo maravilhoso, precioso, do qual até hoje nos recordamos com grandes saudades!
    O meu entusiasmo era tanto com a escola, os afazeres de classe e casa, que meus pais sempre recebiam elogios pelo empenho, desenvoltura e capricho.
    Em festas comemorativas, sempre declamava  com muitos gestos as poesias recomendadas, e tão bem ensaiadas pelas professoras tão carinhosas e especiais.
    Nas reproduções de textos frente às gravuras, eu me deliciava com as palavras, a ponto de transportar-me para a paisagem que descrevia.
    Quando tinha que enviar cartas aos parentes, que moravam distantes da minha cidade, meus pais me encarregavam em escrevê-las, e até mesmo um cartão que acompanhasse qualquer presente. Se estivesse por perto e precisasse preencher cheques, era eu quem preenchia.
    Dadas foram as oportunidades, que ao deparar-me numa decisão de qual profissão a seguir, fiquei em uma grande encruzilhada. Ser professora ou advogada?
    Já havia percebido que minha habilidade maior era com as palavras, tanto na escrita como na leitura!!!
    Orientada por uns dos meus professores, decidi-me pelo magistério, e nesta minha tarefa de educar, procuro exercer com muito empenho, dedicação e carinho, para que meus educandos se expressem bem oralmente e na escrita, e que também se encantem em buscar cada vez mais ampliação em suas leituras de mundo.

Profª Mariangela ( 2º texto)

Um comentário:

  1. Lendo seu relato me lembrei também da minha infância.Naquele tempo aprender coisas boas era o maior orgulho que podíamos dar a nossos pais e a nós mesmos, a gente tinha prazer em uma boa leitura.
    É uma pena que hoje em dia tenha mudado tanto a forma de pensar e agir de nossas crianças e jovens.

    ResponderExcluir