Uma crônica
se caracteriza por relatos de fatos que visam despertar no leitor a curiosidade
ou o efeito de humor, de forma que haja
um compartilhamento dos sentimentos vividos pelo narrador. Há presença de palavras que expressam emoções
ou sentimentos.
Espero ter
atingido os objetivos nesta crônica que compartilho.
Marisol Santana Gonsalez Machado
Fugindo da
rotina
Aroldo era um homem
metódico, gostava da organização, da rotina e das atividades planejadas nos
seus devidos horários. Estava aposentado há um
ano e meio e cada dia era o mesmo
ritual: levantar-se às 7 horas da manhã, levar seu cachorro para passear,
preparar as refeições pontualmente, ler seu livro ou ver um filme e deitar-se o
mais cedo possível.
Esse estilo de vida
fazia com que se sentisse seguro, protegido. As vezes um amigo ou outro lhe
telefonava convidando-o para sair e fazer
uma programação descontraída, mas ele sempre tinha a mesma desculpa de sempre,
de que não se sentia disposto, ou que havia alugado na locadora um filme muito
interessante ou outra desculpa esfarrapada qualquer. O fato é que ultimamente
seus amigos já nem insistiam mais. O
ultimo foi Julio que em tom de
brincadeira havia dito: _“ Um dia desses, vou te buscar pessoalmente, nem que
seja para te levar ao inferno!”.
Naquele domingo,
Aroldo em sua cama, pontualmente às 7h
abriu os olhos e olhou no relógio da cabeceira, era a hora de levantar-se. Foi ao banheiro,
escovou os dentes, lavou o rosto e antes de que terminasse de enxugá-lo, ouviu
a campainha tocar e se perguntou: - “Quem seria àquela hora?”. Foi até a porta
e ao abri-la se deparou com um homem caído na soleira de
sua porta. Não havia mais ninguém na rua, abaixou-se e ao tocar o homem percebeu que estava morto. O homem estava de bruços, com o rosto
escondido pelo braço, mas curiosidade era enorme, de forma que virou o corpo
até que pudesse ver seu rosto. Aroldo empalideceu, pois seu espanto foi imenso, era o seu amigo Julio. Pensou consigo mesmo
que Julio havia cumprido sua missão de ajudá-lo a sair do marasmo, ao menos
naquele dia. Logo em seguida foi até a
sala e telefonou para a Central de Polícia.

Essa imagem ficou muito boa! Chama atenção e faz rir!
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