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segunda-feira, 30 de abril de 2012

PESADELO



 A imaginação do ser humano muitas vezes transcende explicações lógicas, a mente humana é um campo fértil e muitas vezes cheio de “minhonquinhas”.
Foi o que aconteceu com a Flávia, em uma fria manhã de agosto. Como todos os dias, o despertador toca, ela desliga, vira para o lado na esperança de dormir mais cinco minutinhos na cama quentinha, o despertador toca de novo. Com os olhos entreabertos ela olha a hora, percebe que é o momento de levantar e cambaleante vai em direção ao banheiro, lava o rosto para despertar, escova os dentes e começa a se arrumar para mais um dia de trabalho.
Eis que de repente, toca a campainha, a moça estranha, dificilmente a campainha toca, “Campainha? A essa hora? O que será que está acontecendo?”, pensa ela. Sai do banheiro enxugando as mãos e o rosto e vai atender, olha pelo olho mágico e nada vê, volta para o banheiro pensando que devia ser brincadeira de alguém, mas a campainha toca novamente, ela vai olhar e nada vê pelo olho mágico. Resolve então abrir a porta e vê um homem caído na soleira. Pensa “Deve ser um daqueles bêbados que passou a noite toda na esbórnia e agora não consegue chegar em casa e acha que pode tocar a campainha da gente a essa hora da manhã, meu dia já começou bem...”. O que Flávia não sabia era que o melhor, ou pior, ainda estava por vir...
Ela se abaixa, cutuca o homem e nada, nem resposta, nenhum movimento. Ela cutuca de novo e nada e pensa “Meu Deus! Eu mereço isso logo pela manhã?” Ela resolve virar o homem e quando ela toca a sua mão na pele do homem percebe que ele está frio, duro como um cadáver. Ela leva alguns segundo para perceber que o homem na verdade está morto.
Ainda atônita como essa situação, não consegue pensar direito no que fazer, até que resolve ligar para a polícia. Disca 190 e comunicar a polícia o que estava acontecendo e ninguém atende, liga novamente e ninguém atende, o desespero começa tomar conta e a única coisa que resta é gritar.
Flávia começa a gritar e o despertador toca novamente e percebe que tudo não passou de um terrível pesadelo.

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